Fico me espremendo para ter um mote pro próximo post que nunca vem. Percebi que isso acontece porque não saio de casa, não vejo nada de novo, não converso e/ou aturo praticamente nada, além dos contratempos naturais de alguém que ainda mora com os pais, mas isso deixa a desejar no grau de interesse, tanto no meu quanto no seu.
O chato mesmo é ter todo esse tempo livre e se dar conta de que você passou 18 anos desenvolvendo a habilidade de saber desperdiçá-lo com maestria, mas ainda assim não ter ninguém pra reclamar com você sobre isso. Vivo me dispondo a fazer coisas, que até faço, mas nunca é com tanto interesse assim. Eventualmente tudo acaba perdendo a graça, mas desconfio dos motivos reais. Talvez eu finalmente me descubra como aquelas pessoas que fazem as coisas mais pelo reconhecimento, ou ainda, sozinha nunca chegaria a lugar nenhum.
O pior mesmo é essa minha mania de até me inserir em alguns grupos, mas naqueles não tão bons ou reconhecidos, porque aí posso passar despercebida, em vez de ser a incompetente. Salvo o trabalho de alguns, quando estou de bom humor, e as pessoas lembram de mim com agrado por algumas duas semanas ao precisar de algum favor, mas logo passa. E quando deveria estar entre os melhores, ainda estou com os desinteressados, só pra não fazer feio no mural de funcionário do mês. Não tem paixão nenhuma nisso, não.
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