sábado, janeiro 4

Quando o óbvio é inútil

Eu fico muito ansiosa. Tendo a achar que não é num nível normal e aceitável de ansiedade, porque realmente me atrapalha. Em primeiro lugar, tenho certeza que engordo (e engordei bastante recentemente) por conta dessa ansiedade. Dessa ansiedade, porque ela é uma entidade que se manifesta diante qualquer oportunidade que apareça na minha vida.  Quando eu perco coisas é certo. Começa uma busca interminável que só cessa quando eu acho a coisa. No fim, se eu não acho, é razão pra sentar e chorar. E ficar dias latejando. Minha mãe não aguentava. Às vezes eu tinha perdido a tal coisa há muito tempo, mas quando me batia, era naquela hora que ela teria que ser encontrada. Aqui em casa é assim também. Geralmente não tem acontecido de eu perder coisas, mas à noite sempre rola de não me aguentar dentro da própria cabeça. 

Quanto às oportunidades, é assim: no momento não tô fazendo nada, tô livre, desimpedida, de férias da faculdade (e a faculdade mesmo não toma um tempo muito massivo). E aí acontecem duas entrevistas de emprego, que saem engatadas na expectativa de espera do resultado do vestibular e entre tudo isso, no fim da linha, vislumbro só uma chance pra fazer o que eu quero - e sempre pareceu impossível - onde eu quero - aí sim estamos falando de dificuldades. Mas peraí. Nada disso se materializou. Eu nem fui às entrevistas ainda, o resultado do vestibular ainda não saiu, essa bolsa de intercâmbio nem tem edital solto, só existe. Mas tudo isso não me impede de estar às 20h de um sábado sofrendo uma ilusão de que tudo caiu no meu colo ao mesmo tempo e eu tenho que escolher - agora, o que é mais absurdo ainda - do que tenho que abrir mão. No fim das contas, nada acontece e eu fico aqui de besta seguindo a vidinha.

Como medidas para essa ansiedade que me aflige e pra desvirtuar a ideia de procurar um médico, e consequentemente tomar remédios, vou fazer uma pesquisa sem compromisso sobre como controlar a ansiedade doentia naturalmente. Minha reação às indicações é que: vou pular da janela antes de conseguir verbalizar a primeira.

  1. Mude sua atitude em relação ao problema.
  2. Respeite suas limitações e, quando for preciso, peça ajuda.
  3. Respire fundo e calmamente.
  4. Mantenha pensamentos positivos.
  5. Valorize e viva o presente. 
  6. Identifique o que causa ansiedade ou tristeza e mantenha-os longe.
  7. Dedique-se a alguma atividade.

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